terça-feira, 3 de junho de 2008

Vento no rosto


À hora em que as tardes descem,
noite aspergindo nos ares,
as coisas familiares
noutras formas acontecem.
As arestas emudecem.
Abrem-se as flores nos olhares.
Em perspectivas lunares
lixo e pedras resplandecem.
Silêncios, perfis de lagos,
escorrem cortinas de afagos,
malhas tecidas de engodos.
Apetece acreditar,
ter esperanças, confiar,
amar a tudo e a todos.
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António Gedeão
.
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(Foto e postagem de Dulce)

2 comentários:

viajante disse...

Apetece ACREDITAR
(ASSOCIAÇÃO DOS PAIS E AMIGOS DE CRIANÇAS COM CANCRO)

mena m. disse...

Lindo o poema que tão bem ilustraste!