segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Há uma dor que me começa nos olhos, alastrando a todo o ser. ao corpo. à mente. à alma...

Cada vez mais esta dor me entra pelos olhos.
Na vida do dia a dia, na leitura dos jornais, no visionamento dos média...

A violência no mundo.

Sobre todos. Sobre países, povos, raças, etnias, minorias - orientação sexual, idosos, crianças e entre elas as mulheres.

A estranheza invade-me cada vez mais. É cada vez mais estranho e doloroso o olhar sobre o mundo.

As nascentes da violência…

Li, há tempos, algo que me deixou maravilhada pelo respeito e amor implícitos.
Entre os índios Hopis* se numa aula um aluno interpelado pelo professor não soubesse responder à questão nenhum outro aluno levantava o braço para responder, destacando-se assim. Tal acto seria considerado incivilizado.

Sem nos apercebermos o próprio sistema de ensino inculca, desde os primórdios, a competição, o atropelo e a humilhação dos que não sabem, dos que se não enquadram no padrão.
É, em si, para além de um potencial gerador de violência futura, pelos valores que veicula e inculca (competição, passar por cima do outro, etc) um motor de exclusão a muito curto prazo.
As sementes da violência são também semeadas com esta (nossa) cultura.

Se queremos viver em harmonia temos que mudar as práticas. Os actos do quotidiano.

Estes deverão ser marcadas pela gentileza, pela compreensão, pela não-violência, pela dignidade e pelo respeito por todos e tudo.

Enquanto cidadãos anónimos, não dispondo de oportunidades para realizar grandes obras podemos sempre realizar pequenas obras, mas de uma grande maneira. Isto é, marcadas pelo amor incondicional.

N.B -* Tribo nativa Americana

2 comentários:

viajante disse...

É cada vez mais frequente ver que o MAL invade a Humanidade e isso assusta.
Idealogias à parte, é triste ver que todos os valores se vão transformando para pior.
Haja a esperança que os jovens possam mudar este estado de coisas.
Mas teríam precisado de bons exemplos, não é?

Raquel V. disse...

É uma matéria complicada... o ser humano é competidor... muito se inventou neste mundo que era deserto pela necessidade de competição.
Creio que precisamos de um meio termo.
Por isso mesmo há competição salutar e é essa que as crianças têm que aprender.
Resta saber aquilo que estamos a aprender... essa é a questão principal.