segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Blogagem colectiva por Flávia

Blogagem Colectiva para Flávia em 9/Set/2008
A Odele, mãe de Flavia, que relata a vida de sua filha que está em coma (AQUI)
convocou uma mobilização para hoje, dia 15/09. O caso está para ser julgado em Brasília

Já desde cedo...


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

é com o silêncio

é com o silêncio que as mulheres tecem

as roupas do mundo.

o fuso e a roca eram só instrumentos

(uma quase justificação)

as vestes são tecidas com o silêncio

com o sangue dos olhos

com as lágrimas dos dedos.

com o silêncio e no silêncio as mulheres tecem

longas vestes

enormes tapetes e carpetes

belas e luxuriantes cortinas.

com tudo o que tece, silenciosamente,

a mulher do mundo tenta tapar

os buracos

tenta estancar o sangue

que corre copiosamente.

[TMara] PAULINO, Conceição.1993. AS TAREFAS TRANSPARENTES.Lisboa: edição SOL XXI: 52

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Protector solar*

Senhoras e senhores da turma de 99
Usem protector solar... Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria: usem protector solar. Os benefícios, a longo prazo, foram cientificamente provados.

Os outros conselhos que dou baseiam-se unicamente na minha própria experiência. Desfrutem do poder da beleza da vossa juventude. Ou então esqueçam, pois só vão compreender o poder e a beleza da vossa juventude quando já tiverem desaparecido.
Mas acreditem em mim, dentro de vinte anos verão as vossas fotos e compreenderão, de uma forma que não podem compreender agora, quantas oportunidades vos foram dadas e como eram realmente fabulosos.
Não são gordos como imaginam.
Não se preocupem com o futuro, ou preocupem-se, se quiserem, mas sabendo que a preocupação é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra a fazer o pino ao mesmo tempo.
É quase certo que os problemas que realmente têm importância na vossa vida são aqueles que nunca vos passaram pela cabeça… Como aqueles que vos apanham às quatro da tarde de uma qualquer terça-feira ociosa.
Todos os dias, façam alguma coisa que seja assustadora.
Cantem. Não tratem os sentimentos alheios de forma irresponsável. Não tolerem aqueles que agem de forma irresponsável em relação a vós. Relaxem. Não percam tempo com a inveja. Algumas vezes ganharão e outras perderão.
A corrida é longa e, no final, têm que contar apenas convosco.
Lembrem-se dos elogios que recebem. Esqueçam os insultos.
(E se o conseguirem, digam-me como o fizeram).
Guardem as cartas de amor.
Deitem fora os velhos extractos bancários. Estiquem-se.
Não se preocupem só porque ainda não sabem o que querem da vida. As pessoas mais interessantes que conheço não faziam ideia aos 22 anos, do que fariam da vida. E algumas aos 40 anos ainda não sabem.
Talvez se casem, talvez não. Talvez tenham filhos, talvez não.
Talvez se divorciem aos 40 ou talvez dancem uma valsa quando tiverem 75 anos de casamento.
O que quer que façam… não se orgulhem nem se critiquem em excesso. Todas as vossas escolhas têm 50% de possibilidades de dar certo, como as escolhas de todos os demais.
Aproveitem o vosso corpo da maneira que puderem, e não tenham medo dele ou do que outros pensem dele. O vosso corpo é o vosso maior instrumento. Dancem. Mesmo que só o possam fazer na sala de estar.
Leiam sempre as instruções, mesmo que não as sigam.
Não leiam revistas de beleza, só vos farão sentir-se feios.
Saibam entender os vossos pais, não sabem a falta que vão sentir deles. Sejam agradáveis com os vossos irmãos, eles são o maior vínculo com o vosso passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca vos deixarão sós numa aflição.
Os amigos vão e vêm, mas há um punhado deles, precioso, que devem guardar com carinho.
Trabalhem para transpor os obstáculos geográficos e da vida, porque, quanto mais envelhecerem mais precisam das pessoas que conheceram na juventude.
Morem na capital, mas mudem-se antes que a cidade vos transforme numa pessoa dura. Ou morem no campo, mas mudem-se antes de se tornarem em pessoas lânguidas.
Viajem.

E aceitem certas verdades eternas:
Os preços vão subir sempre; há políticos corruptos; vocês também vão envelhecer.
E quando isso acontecer, vão fantasiar que, quando eram jovens, os preços eram acessíveis, os políticos eram nobres de alma e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeitem as pessoas mais velhas. Não esperem apoio de ninguém. Talvez tenham reforma. Talvez tenham um cônjuge rico. Mas, nunca sabem quando tudo isto pode desaparecer.
Tratem bem do vosso cabelo. Senão, aos 50 anos vão ter a aparência de 100.

Tenham cuidado com as pessoas que vos dão conselhos, mas sejam pacientes com elas. Os conselhos são uma forma de nostalgia, uma forma de resgatar o passado, de o tirar do caixote do lixo, limpá-lo e esconder as partes feias ao reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.

Mas, acreditem em mim quando eu falo no protector solar.


*Baz Luhrmanm, em Everybody's Free (To Wear Sunscreen)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A ver navios...

Praia de Carcavelos

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

sobre o Livro colectivo "22 Olhares sobre 12 Palavras"

"(...) eu vim de longe,/ de muito longe,/ o q'eu andei/pr'aqui chegar...." *

Décadas têm passado e eu sempre a correr com elas, a acompanhar a passada que tem sido larga.
Para o bem e para o mal, a geração a que pertenço é a das grande mudanças do século XX.
Sem contar as que hão-de ocorrer neste - por exemplo paz mundial; a Terra-mãe -, Gaia/Geia - respeitada como herança -legado que nossos tetranetos nos deixaram...para que dela bem cuidemos pois um dia virão cobrar-nos o cuidado ou falta dele...

Nos idos do "fascismo à portuguesa" - o tal que nunca existiu - diziam que a dificuldade de
expressão estimulava os criadores.
Sem pretender incluir-me nesse renque de tão ilustres figuras, pois tenho boa e lúcida capacidade objectiva e auto-avaliação crítica - ocorreu-me d analogia: vivemos tempos difíceis e nós que amamos as letras escrevemos, escrevemos.
Como se faltasse o pão para as bocas .... como se os sonhos se esboroassem se os não agarrarmos.... como se a avalanche não pudesse ser detida se um dique de palavras não for construído por todos os que as amam - os grandes artistas da palavra e nós outros. meros amantes delas.

O nosso livro, "22 Olhares sobre 12 Palavras" é prestigiado por alguém que muito prezo, respeito e admiro. Homem de cultura, prosador de múltiplas facetas onde, não raras vezes, emerge uma sólida preocupação de justiça social e nato comunicador: José António Barreiros que generosa e solidariamente aceitou fazer o prefácio desta aventurosa escrita de 22 bloggers. Não deixem de visitar os seus blogues pois sairão de lá sempre enriquecidos em todos os aspectos, sendo o dominante o Humano.

E tudo o que disse acima se aplica ao amigo Jorge Castro

homem de intervenção cívica diária, poeta, e homem de cultura e solidariedade activa que, mal regressado de ferias, apesar de estar, como José António Barreiros, atascado em trabalho também disse: CONTEM COMIGO.
Temos pois, por pura generosidade e solidariedade, connosco os dois homens que desde a 1ª hora queríamos.

E como não há dois sem três, também por generosidade e solidariedade - daquela genuína - que nada pede nem espera, como dos dois antecedentes companheiros, já temos local belo, digno e paradigmático para a apresentação dos nossos 22 Olhares bem no coração da Cidade do Porto.

O Salão de Baile do Palácio Balsemão, na Praça Carlos Alberto, espaço de grande beleza e com estacionamento fácil nos parques subterrâneos.

A apresentação será em Novembro.
Uma em Lisboa e outra no Porto - datas e local (Lxª) a informar.
Mas...
agendem-nos desde já para o final das duas 1ª semanas de Novembro.

a vossa presença é-nos imprescindível. como o pão.
* excerto de uma canção de José Mário Branco

terça-feira, 19 de agosto de 2008

livro de poesia de Teresa Gonçalves

Quem quiser adquirir procure nas livrarias ou contacte a editora. Dados do livro: Ísis (2008)."SINGELO CANAL". CORPOS Editora

domingo, 17 de agosto de 2008

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Há uma dor que me começa nos olhos, alastrando a todo o ser. ao corpo. à mente. à alma...

Cada vez mais esta dor me entra pelos olhos.
Na vida do dia a dia, na leitura dos jornais, no visionamento dos média...

A violência no mundo.

Sobre todos. Sobre países, povos, raças, etnias, minorias - orientação sexual, idosos, crianças e entre elas as mulheres.

A estranheza invade-me cada vez mais. É cada vez mais estranho e doloroso o olhar sobre o mundo.

As nascentes da violência…

Li, há tempos, algo que me deixou maravilhada pelo respeito e amor implícitos.
Entre os índios Hopis* se numa aula um aluno interpelado pelo professor não soubesse responder à questão nenhum outro aluno levantava o braço para responder, destacando-se assim. Tal acto seria considerado incivilizado.

Sem nos apercebermos o próprio sistema de ensino inculca, desde os primórdios, a competição, o atropelo e a humilhação dos que não sabem, dos que se não enquadram no padrão.
É, em si, para além de um potencial gerador de violência futura, pelos valores que veicula e inculca (competição, passar por cima do outro, etc) um motor de exclusão a muito curto prazo.
As sementes da violência são também semeadas com esta (nossa) cultura.

Se queremos viver em harmonia temos que mudar as práticas. Os actos do quotidiano.

Estes deverão ser marcadas pela gentileza, pela compreensão, pela não-violência, pela dignidade e pelo respeito por todos e tudo.

Enquanto cidadãos anónimos, não dispondo de oportunidades para realizar grandes obras podemos sempre realizar pequenas obras, mas de uma grande maneira. Isto é, marcadas pelo amor incondicional.

N.B -* Tribo nativa Americana

sábado, 9 de agosto de 2008

Mais AMI



Link: AMI e o Ambiente

Repetindo, repetindo mas valendo sempre a pena.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Não deitem o óleo fora :-(




Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.



Para participar neste projecto da AMI:

- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível aqui;

- Distribua folhetos pelos seus colegas. Solicite estes materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;

- Divulgue esta informação no seu site ou blog, incluindo o anúncio de rádio ;

- Encaminhe este e-mail para os seus colegas.

sábado, 2 de agosto de 2008

Livros velhos

Foto de M

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Tempo de Praia

Praia da Adraga